
Era uma vez uma bela tarde de sexta-feira…
A Tu Na D’ESTES embarcava para Viseu, Senhora da Beira…
Uma viagem atribulada! Parecia mesmo que estávamos a atravessar o centro de Portugal por uma estrada de cabras, mas afinal até estávamos no IP3, um itinerário principal deveras curioso…
Chegadinhos a Bizeue, e voltámos ao 10º ano… Instaladinhos e com o bucho cheio na Escola Secundária Viriato, lá nos encaminharam os nossos guias para o bus que nos levaria ao expoente máximo da cultura e história de Viseu, o Museu Grão Vasco logo ali ao lado da Sé, com a sua imponente fachada a iluminar a noite.
Uma vez lá dentro, as tunas revezavam-se numa sala de ensaios improvisada, pois as vozes tinham que estar no ponto para encantar as belas donzelas com a nossa serenata, que não foi cantada para a varanda, mas sim da varanda para o pátio…é um sinal dos tempos! E lá se encantou a noite, e se derreteram alguns corações…
De seguida lá voltámos nós para a escolinha, não para estudar para o ponto no dia seguinte, mas para esvaziar uns barris que por lá andavam muito cheios… E assim foi, até que já era de dia, a Magister dizia: “Eu só me deito quando mais ninguém restar, sou como a orquestra do Titanic…” O pessoal acenou-lhe e foi dormir…
Dia seguinte, aliás um parzito de horas depois lá começa o rugido dos animais da selva a despertar das suas tocas, quais salas de aulas, e a encaminharem-se para a banhoca rejuvenescedora. Alguém disse que só era quente até às 10 da manhã, bahhh tretas quem acordou ao meio-dia bem que se escaldou na mesma, pena foram aqueles que se fiaram em tais falácias e com medo da água regelada andaram o dia inteiro a cheirar ao dia anterior…eheh
Chegava o dia crucial… Era o tudo ou nada! E por isso mesmo, o pessoal decidiu começar a produzir intensamente, uns desarrumavam os quartos, outros dormiam, outros diziam disparates convincentes, etc…
Até que chegam os enguios e dizem: “Tu Na D’ESTES, têm que fazer uma serenata no átrio da escola, construir uma música para uma pastelaria e despacharem-se que vamos para o centro da cidade… Bem, o que faz falta é estar “under pressure”, e a malta lá tocou o 5º Ano Jurídico, lá inventou a célebre “ Se tens alto colesterol, só te metes no tintol, anda cá come mais profiterole, no Amaral, no Amaral, no Amaral”e lá seguiu para a bendita pastelaria que nos ouviu e nos deu rotundinhas e viriatos para aumentar a glicemia.
E como a vida não é só festa, lá fomos todos para o Estudantino eheh, mas para ensaiar, com o Enguio já a dizer “Já lá devíamos Estar!”, e a malta que gosta é de estar “under pressure” lá correspondeu e fez se o que já não se fazia há uns tempos “Alegri i aaaaa”…
A pressão a aumentar a cada meia hora que passa, somos os terceiros a actuar, bora ensaiar, ensaiar, ensaiar…
Entramos em palco e…
(…) Nervoso miudinho…
(…) O suor a escorrer…
(…) Alguém a arrotar…lol
Epá era só Alegria, afinal a Tu Na D’ESTES sobe a palco para arrasar ou quê!
O júri assim deliberou então:
* Melhor Pandeireta: Enf'tuna
* Melhor Porta-Estandarte: Enf'tuna
* Melhor Serenata: Tuna Médica de Lisboa
* Melhor Solista: Enf'tuna
* Melhor Instrumental: Tuna Médica de Lisboa
* Tuna Mais Tuna: Tuna Médica de Lisboa
* 2ª Melhor Tuna: Tuna Médica de Lisboa
* Melhor Tuna: Enf'tuna
Estava na altura de ir hidratar o fígado, e lá se foi ao boteco dos finos a meio euro e moscatéis e tal, e muitas foram as desistências mas inda lá foram uns resistentes representar a burguesia coimbrã no NB. Pena é ninguém se lembrar do que por lá se passou, mas é um consenso geral que foi bem duro…
Chegados à nossa Escolinha lá vieram os rebeldes atazanar os pobres tunos que pens queriam dormir algumas horas, veio o Chuck Norris, A Ressaca, O lançamento da pilha, os banhos frios sem papel…etc
Chegada a hora de partir pelo IP3 todos já tinham saudades desta bela cidade.
E por isso aqui deixamos um Grande Obrigado à Viriatuna que nos convidou para este Festival, e os Parabéns pelos grandes momentos que nos conseguiram proporcionar.
E para Viseu, para a Viriatuna e para a Confeitaria Amaral não vai nada nada nada…
Tudo!
By Pipoca “Vasco”
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